1. eu sou o que sou.
2. sou "guerreira" [como diria um amigo!] e perseverante.
3. choro à toa.
4. rio à toa.
5. gritos me assustam.
6. gentileza e doçura me encantam.
6. mantenho essa coisa antiga chamada ideologia, chamo de visão de mundo.
8. sou curiosa.
9. amo ler e aprender.
10. amo meus amigos - são a familia que escolhi.
11.amo infinitamente mas tenho meus limites por sobrevivencia.
12.não sei dizer não, ainda, mas to aprendendo.
13.pareço por natureza ser triste, mas é só amor à poesia.
14.não acredito em azar.
15.acredito em anjos e em boas intenções.
16.acredito antes de duvidar.
17.duvido para exercitar o pensamento e a razão.
18.não sei quem sou mas sei que estou aqui para perguntar quem sou eu...? [o que já é um bom começo..]
segunda-feira, 13 de julho de 2009
manual de uso e aplicação:
sábado, 4 de julho de 2009
Você nem sabe, mas às vezes eu faço tudo para não amar você.
Invento cenas, vejo defeitos, arranjo modas,
olho devagar e me convenço que você nem é tão foda assim.
E nem é mesmo...
Sei disso porque fui eu quem te fiz.
Só tá díficil de desinventar.
Invento cenas, vejo defeitos, arranjo modas,
olho devagar e me convenço que você nem é tão foda assim.
E nem é mesmo...
Sei disso porque fui eu quem te fiz.
Só tá díficil de desinventar.
mudo
Nada dura.
Tudo muda.
Tudo morre.
Nada é para sempre.
Sempre não existe.
Sempre é um lapso.
Um momento é sempre.
Morro a cada sempre que passa.
Morro a cada tudo que muda.
Morro em cada mudança.
Vivo morrendo.
Inevitavelmente mudo, morro e passo.
Vivo vidas na minha vida.
Cada mudança me impõe uma vida.
Mudo para viver.
Mudo para não morrer.
Mudo. É fato.
Vivo, logo morro.
Ou morro, logo vivo.
Morro e vivo sem respeitar nenhuma ordem,
apenas a ordem da vida.
Tudo muda.
Tudo morre.
Nada é para sempre.
Sempre não existe.
Sempre é um lapso.
Um momento é sempre.
Morro a cada sempre que passa.
Morro a cada tudo que muda.
Morro em cada mudança.
Vivo morrendo.
Inevitavelmente mudo, morro e passo.
Vivo vidas na minha vida.
Cada mudança me impõe uma vida.
Mudo para viver.
Mudo para não morrer.
Mudo. É fato.
Vivo, logo morro.
Ou morro, logo vivo.
Morro e vivo sem respeitar nenhuma ordem,
apenas a ordem da vida.
terça-feira, 23 de junho de 2009
E eu que achava você foda. Ninguém achava você mais foda quanto eu! E agora nem acho mais, e agora nem... Sou platéia que cansou de bater palmas, sou cenário que cansou de fazer fundo e rechear cena. A cortina cansada se encerra e agradece a atenção não dispensada.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Quem eu amo não existe.
Mas por essa inexistência me atiro,
me arrisco, me animo,
vivo, intensa,
levito e não sou eu.
Numa invenção e dobra de mim mesma.
Mas por essa inexistência me atiro,
me arrisco, me animo,
vivo, intensa,
levito e não sou eu.
Numa invenção e dobra de mim mesma.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
tem dias assim
que passam por mim...
que passam por mim...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
historinha
Quando ele disse "eu amo você" e depois "eu daria minha vida por você" ou ainda "eu te adoro", ela achou que era verdade e a coisa mais linda do mundo. Mas não era nada, apenas retórica e a boca que dizia era a de uma criança, mimada. Mas ela acreditou porque era preciso acreditar e se sentir correspondida. E, por algum tempo, foi o maior amor do mundo, o mais puro, o mais louco, o mais infinito de todos.
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terça-feira, 17 de março de 2009
caverna
e agora que minha paz cessou
e nada me faz feliz
tudo é ausência e falta
tudo é sombra e caverna
como ir até a luz?
o que é luz e o que é reflexo?
doerá e já dói
quantos passos me faltam?
e nada me faz feliz
tudo é ausência e falta
tudo é sombra e caverna
como ir até a luz?
o que é luz e o que é reflexo?
doerá e já dói
quantos passos me faltam?
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Apaixonado pela própria criação
tal qual um Pigmalião,
escultor de tantos detalhes,
carinhoso em cada toque
na mármore fria.
Quando clamei: Fala!
Ela obedeceu e agradeceu,
e sem me tocar,
silenciou, sem displicência,
alheia aos meus sentimentos.
tal qual um Pigmalião,
escultor de tantos detalhes,
carinhoso em cada toque
na mármore fria.
Quando clamei: Fala!
Ela obedeceu e agradeceu,
e sem me tocar,
silenciou, sem displicência,
alheia aos meus sentimentos.
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eu quero uma pra viver...
E eu que tinha tantos sonhos
e ideologias...onde
estão eles agora? Me
sinto vazia e sem mim.
Me sinto falta.
e ideologias...onde
estão eles agora? Me
sinto vazia e sem mim.
Me sinto falta.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
o que preciso
Hoje eu preciso é de poesia!
Mais que abraço, acalanto.
Mais que filosofias, relatos de vida.
Mais que aforismos, decisões.
Que a coragem me venha.
Que a decisão se instale.
Que o que eu sei que sei
aflore.
Que o que eu preciso dizer
seja dito.
Que o que eu sinto fique
claro como água límpida
e transborde necessária
pelos caminhos abertos
pacificamente, sem
enxurradas, mas
em eterna liberdade!
citação:
"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."
[Cecília Meireles]
Mais que abraço, acalanto.
Mais que filosofias, relatos de vida.
Mais que aforismos, decisões.
Que a coragem me venha.
Que a decisão se instale.
Que o que eu sei que sei
aflore.
Que o que eu preciso dizer
seja dito.
Que o que eu sinto fique
claro como água límpida
e transborde necessária
pelos caminhos abertos
pacificamente, sem
enxurradas, mas
em eterna liberdade!
citação:
"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."
[Cecília Meireles]
anjo caído
A chuva cai sem silêncio, enquanto os cachorros sorriem abanando o rabo para mim.
[Eles sabem quem sou - mais que eu mesma sei de mim.]
Leio os detalhes e marcas de uso de anos em objetos que não conheço e que não contam a minha história.
Estou aqui e aqui não me pertence.
Não pertencer a lugar nenhum, me ocorre, e ser provisória, já se tornou rotina para mim.
E não penso que isso seja ruim, mas me inadequa, me instala sobre a corda bamba do imprevisto, do temporário.
[Nasci sem história para cuidar, só para contar e motivar outras.]
Não sou daqui. Suspiro intimamente.
Nada aqui fala de mim, só as lembranças de algum uso, de alguma vivência, de ternuras e solidão.
Sinto-me muito mais pertencente ao desconhecido, ao que não vivi ainda, e aos próximos que irei conhecer um dia.
Minha alma sente saudade da liberdade de todas as possibilidades e imprevistos,
misto de medo e encanto pelo que não conheço mas que aguça minha curiosidade e desejo.
A vida é uma só, dizem. Perco a vida ou a alma? Uma é outra? Então me perco.
Minha vida e minha alma que deixei em alguma dobra do caminho, perdida sem rumo, sem perspectiva e desencantada. Minha alma que não cabe nos protocolos, nas regras, ordenações e normas cronológicas, sociais e religiosas. Minha alma devassa e adolescente, medrosa e dividida, teimosa e sem razão.
Minha alma, tal qual um anjo que cai, como a chuva,
sem silêncio.
citação:
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!" [Florbela Espanca]
[Eles sabem quem sou - mais que eu mesma sei de mim.]
Leio os detalhes e marcas de uso de anos em objetos que não conheço e que não contam a minha história.
Estou aqui e aqui não me pertence.
Não pertencer a lugar nenhum, me ocorre, e ser provisória, já se tornou rotina para mim.
E não penso que isso seja ruim, mas me inadequa, me instala sobre a corda bamba do imprevisto, do temporário.
[Nasci sem história para cuidar, só para contar e motivar outras.]
Não sou daqui. Suspiro intimamente.
Nada aqui fala de mim, só as lembranças de algum uso, de alguma vivência, de ternuras e solidão.
Sinto-me muito mais pertencente ao desconhecido, ao que não vivi ainda, e aos próximos que irei conhecer um dia.
Minha alma sente saudade da liberdade de todas as possibilidades e imprevistos,
misto de medo e encanto pelo que não conheço mas que aguça minha curiosidade e desejo.
A vida é uma só, dizem. Perco a vida ou a alma? Uma é outra? Então me perco.
Minha vida e minha alma que deixei em alguma dobra do caminho, perdida sem rumo, sem perspectiva e desencantada. Minha alma que não cabe nos protocolos, nas regras, ordenações e normas cronológicas, sociais e religiosas. Minha alma devassa e adolescente, medrosa e dividida, teimosa e sem razão.
Minha alma, tal qual um anjo que cai, como a chuva,
sem silêncio.
citação:
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!" [Florbela Espanca]
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Desculpe, mas eu não sou para os comuns!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
bela adormecida
com o dedo no fuso
confuso
para fuso
pro fuso
con fusão
con fissão:
explosão de vulcão adormecido
feito bela que espeta seu dedo no fuso
e voltamos ao início da história
- sem noção!
confuso
para fuso
pro fuso
con fusão
con fissão:
explosão de vulcão adormecido
feito bela que espeta seu dedo no fuso
e voltamos ao início da história
- sem noção!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Acorda, Alice!
- me sinto só...
- ah! grande novidade!
- esquece... vou tentar de novo: me sinto uma idiota!
- assim ficou bem melhor!
Insisto em falar dos meus problemas, das minhas angustias, dúvidas, aflições. E elas não interessam a ninguém ou tão pouco que já me convenço que são estúpidas. Estupidezas que nem boa poesia dará. Se é que dará em algo ou alguma coisa ou para alguém.
Falo. E continuo falando porque assim desenvolvo teorias absurdas e soluções milagrosas. Penso num gravador, às vezes rezo, mas o que posso contar ao Criador que Ele já não saiba? Deus ri em meus pensamentos das minhas estupidezas. Os outros não ouvem e se ouvem calam já sem escutar ou escutam com o silêncio de um tédio polido ou uma polidez entendiada. Com muitos fico envergonhada e me calo, constrangida, mas sei, por necessidade, que voltarei a insistir na atenção e ajuda. Talvez numa dessas me abra um clarão, ou ainda um anjo me diga de forma mais clara: você está sendo uma idiota! Então, talvez, eu me convença disso definitivamente. Mas, enquanto nenhum nem outro acontece, sigo tentando.
Tempos atrás pensei seriamente num terapeuta e ultimamente tenho, por livre escolha, corrido o risco de atravessar o espelho de Alice. Nos dias em que me arrisco, às vezes encontro o coelho apressado a me cobrar as horas, em outras um chapeleiro maluco me encanta...mas ainda não vi a face da rainha de copas...
Caminho no escuro - com medo e curiosidade.
- ah! grande novidade!
- esquece... vou tentar de novo: me sinto uma idiota!
- assim ficou bem melhor!
Insisto em falar dos meus problemas, das minhas angustias, dúvidas, aflições. E elas não interessam a ninguém ou tão pouco que já me convenço que são estúpidas. Estupidezas que nem boa poesia dará. Se é que dará em algo ou alguma coisa ou para alguém.
Falo. E continuo falando porque assim desenvolvo teorias absurdas e soluções milagrosas. Penso num gravador, às vezes rezo, mas o que posso contar ao Criador que Ele já não saiba? Deus ri em meus pensamentos das minhas estupidezas. Os outros não ouvem e se ouvem calam já sem escutar ou escutam com o silêncio de um tédio polido ou uma polidez entendiada. Com muitos fico envergonhada e me calo, constrangida, mas sei, por necessidade, que voltarei a insistir na atenção e ajuda. Talvez numa dessas me abra um clarão, ou ainda um anjo me diga de forma mais clara: você está sendo uma idiota! Então, talvez, eu me convença disso definitivamente. Mas, enquanto nenhum nem outro acontece, sigo tentando.
Tempos atrás pensei seriamente num terapeuta e ultimamente tenho, por livre escolha, corrido o risco de atravessar o espelho de Alice. Nos dias em que me arrisco, às vezes encontro o coelho apressado a me cobrar as horas, em outras um chapeleiro maluco me encanta...mas ainda não vi a face da rainha de copas...
Caminho no escuro - com medo e curiosidade.
o fio da minha vida
Minha vida vale um fio:
o fio do meu bigode.
Não tenho, mas nem por isso deixo de lutar por ele.
Pode não ser grande coisa - um fio!
Mas a dignidade já não é algo para o qual vale a pena lutar?
E ostento orgulhosa meu bigode inexistente e quase inútil!
Eu, a espera dos louros ou das vaias.
Eu, apreensiva, neurotizada.
Por que? Não sei.
Por que razão importante e que mude toda a face do mundo?
Não sei.
Eu, que me isentei do processo de escolha [alguém me explique por que?]
Eu, que me inclui num universo jamais querido ou sonhado, mesmo ansiado! [idem a pergunta anterior]
Eu, só tentando manter o que me resta: a palavra dada.
Meu fio de bigode [quase ridículo] que não possuo mas que exibo, orgulhosa!
o fio do meu bigode.
Não tenho, mas nem por isso deixo de lutar por ele.
Pode não ser grande coisa - um fio!
Mas a dignidade já não é algo para o qual vale a pena lutar?
E ostento orgulhosa meu bigode inexistente e quase inútil!
Eu, a espera dos louros ou das vaias.
Eu, apreensiva, neurotizada.
Por que? Não sei.
Por que razão importante e que mude toda a face do mundo?
Não sei.
Eu, que me isentei do processo de escolha [alguém me explique por que?]
Eu, que me inclui num universo jamais querido ou sonhado, mesmo ansiado! [idem a pergunta anterior]
Eu, só tentando manter o que me resta: a palavra dada.
Meu fio de bigode [quase ridículo] que não possuo mas que exibo, orgulhosa!
terça-feira, 25 de novembro de 2008
morrer de mar
O mar: belo, profundo, em eterno movimento. Em cantos de sereia: nos seduz e nos consome. Nos chama e nos afoga. É preciso um certo controle, mas nem sempre isso é possível. Há os que se limitam a chegar na praia e olhá-lo sem penetrá-lo, há ainda os que só molham as pontas dos pés, dos dedos – delicados. Eu não, eu mergulho, molho a cabeça, cabelos escorridos e penteados pelas águas salgadas! Brinco com a areia e a água. Como ir ao mar e não mergulhar na sua natureza? Água fria, sal, marés, vagas, turbulência, calmaria, areia, conchinhas, brisa e calor fazem parte do seu ciclo e é disso que é feito o mar e seus ventos – elementos água e ar – e por que haveria de ser diferente?
Mas o perigo existe todo o tempo!
E eu sei que posso prudentemente desistir do mergulho
ou me afogar e, poeticamente, morrer.
Mas o perigo existe todo o tempo!
E eu sei que posso prudentemente desistir do mergulho
ou me afogar e, poeticamente, morrer.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
o dono da área
Não preciso de sapatos, fransciscanamente. Mas, não consigo evitar vitrines de sapatos! Adoro esse objeto! Então passo, em dias de bater pernas, para olhá-los, ver o que está acontecendo nessas vitrines, nessas ruas. Paro! Nisso chega um homem, não era um mendigo, um homem comum como qualquer homem, e inicia um discurso: “ a senhora me desculpe importuná-la, mas estou aqui vendo um parente que está numa clínica, e eu estou aqui, a senhora me desculpe, não é do meu feitio, mas às vezes a gente é obrigado, então como estava dizendo...estou aqui e..” Nisso... - “Eu já não disse que você não vai pedir porra nenhuma aqui na minha área? Vai pro caralho, mas xispa daqui! Seu filho da puta, vai pedir na puta que o pariu, mas na minha área não!” Isso tudo nos meus ouvidos! Duas senhoras passam e uma delas diz: - “Olha a área é dele!” Eu fico atônita, sem movimentos, enquanto vejo o pedinte sair correndo e o homem feroz e cheio de impropérios ir atrás dele. E olho pros policiais que estão próximos, encostados em um carro, e faço gesto de que não entendi nada. Eles voltam as cabeças para o lado oposto. O homem feroz volta. E eu sem saber o que fazer, fico apenas esperando que ele – dono da área – mije nos meus pés, marcando assim o seu terreno. Mas ele passa direto por mim e entra a alguns metros em uma lanchonete.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
qualquer nota
Por que Deus não desiste da criação, da humanidade?
- Porque é o sonho dele!
[Desistir do sonho é desistir de si]
- Porque é o sonho dele!
[Desistir do sonho é desistir de si]
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
siga
Caminho, coração na mão, sem descanso ou método. De onde vim ou pra onde vou é mistério que não escondo nem protejo simplesmente não sei. Não pego atalhos porque estes só existem para aqueles que sabem para onde caminham. Até para isso é preciso saber. Não sei como cheguei até aqui, tudo tem algo de confuso. Se tivesse caido de um caminhão de mudança feito um cão saberia pelo menos a direção. Nem disso sei. Tenho andado assim mesmo, a curiosidade me leva - o que será que há depois da próxima curva? Vejo e volto ou prossigo, depende. Penso que, "noves fora", ainda não sai do lugar. A única coisa que penso que sei é que conheço mais este trecho do caminho. Mas já percebi que ele muda de paisagem, inclinação e motivo. Com o tempo posso vir a conhecer todas as suas possibilidades. Ou descobrir que existem uma infinidade delas. Tenho medo, não tinha e já tive mais. Às vezes, paro e penso: tô fudida! Mas sigo o caminho assim mesmo: "coração na mão", lágrimas nos olhos, sorriso nos lábios e "pernas prá que te quero".
domingo, 5 de outubro de 2008
reclames
meu amigo e poeta vinícius silva leu um texto meu no podcast do seu blog - Palavras sobre qualquer coisa, fiquei toda boba..."e a glória entronizou-se para sempre em toda a minha existência..." [Manoel de Barros] - para quem quiser conferir http://palavrassobrequalquercoisa.blogspot.com/
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
Lágrimas nos lavam e sorrisos nos restauram. É o ir e vir de ondas: somos mar.
magma
Estou me sentindo como um vulcão...um dia cuspo fogo e lavas, em outro só uma fumacinha preguiçosa, às vezes adormeço e me esqueço... um dia, temo derreter, explodir de vez... mas também sinto medo imenso de, adormecida, só acordar daqui a séculos e sentir saudades dos dinossauros. Ou virar uma ilha vulcânica - dessas bobas que ficam no misterioso oceano pacífico e bóiam sem destino em círculos ou atracam no topo de fendas abissais. Ou ainda, com a fúria guardada de séculos de sono, e por falha geológica, gerar um tsunâmi... sou caos, confusão, mistério, perigo e torpor.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
querer, desejar e sonhar
uma amiga pergunta: o que você quer, o que deseja e o que sonha?
pensei durante meses sem definição. A pergunta veio de novo por msn. Decidi então enfrentar - vamos lá:
quero amar e me sentir amada, quero ser livre e poder falar o que sinto e ser ouvida, não obrigatoriamente obedecida,
e quero rir muito na vida, chorar um pouco mas apenas na medida da poesia
quero trabalhar e sentir que faço um bom trabalho e ser respeitada por isso, quero ter amigos, muitos!
e verdadeiros mesmo que poucos!
sonho viajar e conhecer outras formas de viver,
e gentes, para eu me lembrar sempre que eu não possuo certezas nenhuma e que tudo pode ser ao contrário do que eu penso.
quero ver por de sol - vários, andar na areia da praia, cheirar maresia, abraçar meus amigos com carinho e afeto, e me emocionar com isso.
quero saber escrever! e viver disso se for possível e se for boa o bastante.
quero sempre ter paciência para ouvir as historias dos outros. ouvir e ouvir para aprender mais.
e se for cuidadosa poder recontá-las, para que outros aprendam com as experiências.
quero aprender coisa nova sempre.
estudar ate ficar velhinha.
quero morrer tarde.
e dormindo
não quero nada trágico, nem drástico.
quero aprender a ser equilibrada, mas não quero perder a loucura.
porque dependo dela para que os sonhos aconteçam, acho.
quero crescer espiritualmente, mas não quero ter a insanidade de me achar santa, ou pura, e nem quero ser.
quero poder ser devassa quando achar necessário...
quero crescer para sempre... todo dia, todo segundo, a cada encontro.
quero acreditar num Deus, nos anjos e na humanidade.
desejo parecer bonita aos olhos dos meus amores, sempre.
e boa também, de bem, boa gente, ter bom coração.
quero manter a persistência no que acho que vale a pena, e nunca desistir facilmente das metas, objetivos e pessoas.
Quero ser corajosa. Não quero ter medo.
Um dia pedi aos anjos que me ensinassem virtudes, eles enviaram situações que me ensinaram muito sobre elas.
Depois pedi compaixão, porque vi que não possuía e não havia como aprender a ter compaixão.
Então me enviaram uma missão com a qual aprendi e apreendi um pouco de compaixão.
Depois pedi para aprender um pouco mais sobre o Amor. De novo fui atendida e já iniciei meu aprendizado.
Mas a Coragem - lição inicial não aprendida na sua forma mais sutil, ainda me falta...
pensei durante meses sem definição. A pergunta veio de novo por msn. Decidi então enfrentar - vamos lá:
quero amar e me sentir amada, quero ser livre e poder falar o que sinto e ser ouvida, não obrigatoriamente obedecida,
e quero rir muito na vida, chorar um pouco mas apenas na medida da poesia
quero trabalhar e sentir que faço um bom trabalho e ser respeitada por isso, quero ter amigos, muitos!
e verdadeiros mesmo que poucos!
sonho viajar e conhecer outras formas de viver,
e gentes, para eu me lembrar sempre que eu não possuo certezas nenhuma e que tudo pode ser ao contrário do que eu penso.
quero ver por de sol - vários, andar na areia da praia, cheirar maresia, abraçar meus amigos com carinho e afeto, e me emocionar com isso.
quero saber escrever! e viver disso se for possível e se for boa o bastante.
quero sempre ter paciência para ouvir as historias dos outros. ouvir e ouvir para aprender mais.
e se for cuidadosa poder recontá-las, para que outros aprendam com as experiências.
quero aprender coisa nova sempre.
estudar ate ficar velhinha.
quero morrer tarde.
e dormindo
não quero nada trágico, nem drástico.
quero aprender a ser equilibrada, mas não quero perder a loucura.
porque dependo dela para que os sonhos aconteçam, acho.
quero crescer espiritualmente, mas não quero ter a insanidade de me achar santa, ou pura, e nem quero ser.
quero poder ser devassa quando achar necessário...
quero crescer para sempre... todo dia, todo segundo, a cada encontro.
quero acreditar num Deus, nos anjos e na humanidade.
desejo parecer bonita aos olhos dos meus amores, sempre.
e boa também, de bem, boa gente, ter bom coração.
quero manter a persistência no que acho que vale a pena, e nunca desistir facilmente das metas, objetivos e pessoas.
Quero ser corajosa. Não quero ter medo.
Um dia pedi aos anjos que me ensinassem virtudes, eles enviaram situações que me ensinaram muito sobre elas.
Depois pedi compaixão, porque vi que não possuía e não havia como aprender a ter compaixão.
Então me enviaram uma missão com a qual aprendi e apreendi um pouco de compaixão.
Depois pedi para aprender um pouco mais sobre o Amor. De novo fui atendida e já iniciei meu aprendizado.
Mas a Coragem - lição inicial não aprendida na sua forma mais sutil, ainda me falta...
segunda-feira, 21 de julho de 2008
carruagem de abóbora
Construo meus amores com afeto, fé e gentileza.
Invento-os com delicadeza, inteligência e candura.
Moldo-os com detalhes, pequenos toques e muita paciência.
Descubro-os com atenção, doçura e coragem.
Planejo-os prevendo alegria, revolução e cumplicidade.
A partir dessa invenção viajo na história desses amores,
Vivo-os intensamente,
Amo-os infinitamente,
Rio e choro meus amores.
Depois num dia qualquer, por motivo qualquer,
Um orvalho que caiu mais cedo ou um grito fora de hora e lugar,
E freqüente, faz o pano se abrir, desnudando a história.
E os amores nus das minhas construções, invenções e moldes,
Descobertos se apresentam.
Amo-os ainda, mas sem inventos, artefatos ou lentes.
Amo-os como são: bobos, toscos ou irados;
Infantis, adolescentes ou mimados;
Herméticos, autoritários ou subservientes.
Amo-os como são ou se apresentam.
Mas agora meus olhos, através das minhas lentes limpas do borralho,
E passadas as horas mágicas, vêem sob a realidade construída
Tal qual a carruagem de abóbora
e seus cavalinhos de camundongos; mas
Ainda restará o sapatinho de cristal, guardado
A chave no mais delicado castelo,
Ainda restará nas mãos do mais amante de todos os príncipes,
Que ainda estará à procura da princesa, na mais incessante busca.
Esta princesa que não sendo mesmo princesa mas que ainda acredita em conto de fadas,
E torce sempre por um final feliz, e nem pede que seja para todo o sempre.
O sapatinho de cristal - todo meu sonho e amor
em mim guardado nos vários cômodos do meu coração,
Repousa, aguarda e ama, infinitamente.
Invento-os com delicadeza, inteligência e candura.
Moldo-os com detalhes, pequenos toques e muita paciência.
Descubro-os com atenção, doçura e coragem.
Planejo-os prevendo alegria, revolução e cumplicidade.
A partir dessa invenção viajo na história desses amores,
Vivo-os intensamente,
Amo-os infinitamente,
Rio e choro meus amores.
Depois num dia qualquer, por motivo qualquer,
Um orvalho que caiu mais cedo ou um grito fora de hora e lugar,
E freqüente, faz o pano se abrir, desnudando a história.
E os amores nus das minhas construções, invenções e moldes,
Descobertos se apresentam.
Amo-os ainda, mas sem inventos, artefatos ou lentes.
Amo-os como são: bobos, toscos ou irados;
Infantis, adolescentes ou mimados;
Herméticos, autoritários ou subservientes.
Amo-os como são ou se apresentam.
Mas agora meus olhos, através das minhas lentes limpas do borralho,
E passadas as horas mágicas, vêem sob a realidade construída
Tal qual a carruagem de abóbora
e seus cavalinhos de camundongos; mas
Ainda restará o sapatinho de cristal, guardado
A chave no mais delicado castelo,
Ainda restará nas mãos do mais amante de todos os príncipes,
Que ainda estará à procura da princesa, na mais incessante busca.
Esta princesa que não sendo mesmo princesa mas que ainda acredita em conto de fadas,
E torce sempre por um final feliz, e nem pede que seja para todo o sempre.
O sapatinho de cristal - todo meu sonho e amor
em mim guardado nos vários cômodos do meu coração,
Repousa, aguarda e ama, infinitamente.
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