sábado, 4 de julho de 2009

mudo

Nada dura.
Tudo muda.
Tudo morre.
Nada é para sempre.
Sempre não existe.
Sempre é um lapso.
Um momento é sempre.
Morro a cada sempre que passa.
Morro a cada tudo que muda.
Morro em cada mudança.
Vivo morrendo.
Inevitavelmente mudo, morro e passo.
Vivo vidas na minha vida.
Cada mudança me impõe uma vida.
Mudo para viver.
Mudo para não morrer.
Mudo. É fato.
Vivo, logo morro.
Ou morro, logo vivo.
Morro e vivo sem respeitar nenhuma ordem,
apenas a ordem da vida.

2 comentários:

Vinícius Silva disse...

Só a poesia continua para sempre viva e mesmo quando fica muda, quando cala, fala silenciosamente ao coração sobre nossos sentimentos, mesmo os tristes, que logo logo se tornarão alegres.

"Muda". A mudança às vezes é muda, silenciosa, mas quando ocorre, faz um barulho danado.

Saudades de você. Saudades da Lucinha.

Besos.


Vinícius Silva

pirilampia disse...

eu tb. =)